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terça-feira, 7 de abril de 2026

Automatos Infinitos

PS

A filosofia me pegou em um eco quase ao limite da sua distancia audível. Havia começado o mundo de Sofia durante aquele carnaval e durante um banho noturno, pelo basculante, um som quebra a escuridão. Uma inquietude familiar, mão havia como permanecer apreciando o arrefecimento ao calor de Salvador. 

Fechei a torneira e percorri cômodo por cômodo até aquela angustia existencial descobrir a penumbra de lâmpada encostada em uma parede chapiscada. Uma cadeira inclinada, um homem e a escuridão da noite. A música era um tema de novela da década de 90, certamente não fazia parte do meu apetite musical no momento. Contudo, fiquei ali. Encostado na meia parede da área de serviço do prédio de cinco andares tentando descobrir o que se passava com aquele homem encarando a escuridão da noite - pronto para qualquer vociferação silenciosa do nada. Eram umas 23 horas daquele dia, a rua envolta vazia. Obvio, era carnaval. 

A dimensão do nosso mundo

Marcos Improta, seja onde for para saiba desde já que a culpa é sua. 
De volta ao Stricto: Uma caneta na mão e uma ideia na cabeça.